O imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é, sem dúvida, um dos que mais trazem consequências para a mobilidade sobre rodas no País. As diferentes alíquotas em cada unidade da federação acabam se tornando um complicador, inclusive porque, em geral, boa parte dos Estados se mostra mais interessada na arrecadação imediata e menos no estímulo à economia e à mobilidade no longo prazo.
Para as empresas de locação e de gestão de frotas, a redução do imposto permite mais flexibilidade, dentro de seu livre arbítrio, para a tomada de decisões. Temos estudos que provam que há melhores condições para as locadoras gerarem negócios nos Estados cujas alíquotas são mais baixas, já que isso permite que os recursos possam ser reinvestidos. É um ciclo virtuoso, também, para os Estados e suas populações.
Para as Unidades da Federação, outro importante benefício ao atrair o licenciamento dos veículos das locadoras é a revenda dessas frotas. Como os clientes têm preferência por automóveis mais novos, o tempo médio de um carro de locação para pessoas físicas é de 20 meses. Após esse período, o ativo é desmobilizado, reinserindo o veículo no mercado e, então, o carro passa a pagar a alíquota normal de IPVA, substituindo uma frota antiga e com índice mais elevado de emissão de poluentes.


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