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Ela cresceu 600% na pandemia com um serviço de móveis por assinatura

Criada em 2019, a Tuim é uma empresa paulistana que vive do serviço de móveis por assinatura. A fundadora, Pamela Paz, já conhecia bem o setor moveleiro graças à experiência prévia de sua família com a marca John Richard, mas sentia vontade de inovar. “Cada vez mais as pessoas estão morando em imóveis alugados. Há menos desejo de ter a casa própria. Mas, mesmo assim, querem viver com conforto e design, então buscam o mobiliário por assinatura”, explica ela. “Com a pandemia, as pessoas passaram a desejar ainda mais liberdade e flexibilidade, o que ajudou muito o nosso business a crescer.” Durante o isolamento social, além de se preocupar com o conforto e a decoração do lar, o público da marca também passou a fazer home office, o que demandou mobiliário específico — e o modelo de negócio por assinatura fez total sentido naquele cenário de incertezas.

Ela cresceu 600% na pandemia com serviço de móveis por assinatura (Foto: Divulgação)
Pamela Paz, fundadora da Tuim (Foto: Divulgação)

 

Apesar de não revelar o faturamento, a Tuim deu um salto de 600% de 2020 para 2021. Em 2022, a projeção é de crescer mais quatro vezes em relação ao ano passado. A princípio, o público da empresa era predominantemente formado por pessoas físicas, que podiam alugar desde uma única peça até itens para a casa toda. Porém, quando expandiu a atuação e começou a atender também o B2B, o negócio decolou. “Há muitos empreendimentos residenciais surgindo com pouca metragem, com contratos mais curtos e flexíveis de aluguel, e geralmente eles oferecem a opção de apartamentos já mobiliados. Estas empresas começaram a nos procurar para que fizéssemos a decoração e a gestão dos móveis“, conta Paz. A Vila11, por exemplo, que desenvolve, administra e opera residências para locação, é uma das clientes da Tuim.

No B2B, se assim o cliente desejar, a Tuim não se limita aos móveis: oferece a solução completa para que o imóvel se torne habitável, fornecendo até eletrodomésticos e utensílios de cozinha, como pratos e talheres. Todo o acervo de itens fica organizado em um armazém em São Paulo, onde a empresa opera a logística Lá também são feitos reparos nos móveis sempre que necessário, para aumentar a vida útil deles. “Faz parte do nosso negócio revitalizar as peças. Temos lavanderia industrial para higienização, e também área de tapeçaria”, conta a fundadora.

Novas possibilidades

Outro nicho de mercado que a Tuim começou a explorar é o aluguel de móveis para home staging (quando um imóvel à venda recebe decoração para valorizá-lo e acelerar a comercialização). “Seguimos as tendências do mercado imobiliário e oferecemos soluções. Nos EUA e Europa, o mercado de home staging é gigante. Aqui no Brasil está começando ainda de forma tímida. Estamos investindo nisso há cerca de 9 meses”, conta Paz. Segundo ela, um estudo recente da Tuim mostrou que mais de 80% dos apartamentos que receberam a decoração foram vendidos em um período médio de até 75 dias.

“Temos kits de móveis de diferentes estilos, para ajudar a valorizar o espaço”, diz.  Os contratos para home staging são de dois a três meses e começam em R$ 1,2 mil por mês. Assim que o imóvel é vendido, as peças são retiradas pela Tuim. Neste segmento, a empresa tem clientes de peso, como a Loft.

“Nos últimos anos houve muita mudança do conceito de posse para o uso, a experiência. Daí o crescimento dos serviços de assinatura de diferentes segmentos. Mercado não falta. Vejo de maneira positiva a chegada de novas empresas que oferecem móveis por assinatura: elas ajudam a educar o público. Precisamos repensar as formas de consumo“, finaliza.

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