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Telefônica aumenta aposta no negócio de locação de hardware no Brasil

A Telefônica Brasil (Vivo) está apostando na expansão de seu negócio de locação de hardware, visando principalmente computadores para médias e grandes empresas, como uma forma de diversificar e aumentar suas receitas corporativas em um futuro próximo.

Gabriel Domingos, diretor administrativo da Vivo para B2B, disse à BNamericas que a locação de dispositivos, também conhecida como “hardware como serviço”, aumentou durante a pandemia e deve ganhar mais força este ano, à medida que as empresas tentam mudar capex para opex para conter o aumento dos custos operacionais.

“As primeiras operações de locação de dispositivos da Vivo aconteceram há cerca de oito anos, mas foi nos últimos três anos que a empresa decidiu renovar o formato e dar um novo impulso”, comentou Domingos em bate-papo com a BNamericas.

Atualmente, a Telefônica tem cerca de 300 mil aparelhos alugados para “centenas” de clientes no modelo de hardware como serviço, segundo Domingos.

O executivo não especificou o tamanho dessa linha para o segmento B2B da Vivo. Em 2022, as receitas digitais da empresa com B2B, incluindo segurança cibernética, nuvem, IoT e serviços digitais gerais, cresceram 29%, para R$ 2,7 bilhões (US$ 513 milhões).

Nesta quinta-feira (16), a empresa de telecomunicações anunciou uma parceria com a fabricante de PCs Lenovo e a fabricante de chips Qualcomm para alugar e vender o notebook ThinkPad X13s 5G da Lenovo para empresas.

O equipamento, que a Lenovo afirma ser o primeiro notebook 5G do Brasil, conta com o chipset Snapdragon 8cx Gen 3 da Qualcomm.

A base de clientes de locação de equipamentos da Telefônica é composta principalmente por empresas de médio e grande porte que atuam nos setores de serviços profissionais, varejo e financeiro, de acordo com Domingos.

LOCAÇÃO

O movimento da Telefônica segue as mudanças observadas no mercado de informática nos últimos anos.

Durante a pandemia, as vendas de PCs e notebooks, principalmente para uso pessoal, cresceram acentuadamente tanto no Brasil quanto no exterior. No entanto, a passagem para o trabalho remoto/híbrido impulsionou também a locação de equipamentos, levando ao surgimento de diversas empresas dedicadas à oferta de dispositivos por assinatura.

Fabricantes tradicionais de eletrônicos, como a brasileira Positivo, também passaram a oferecer esse modelo, que inclui gerenciamento e suporte para os equipamentos.

Assim como outras empresas, a Telefônica identificou uma oportunidade de aproveitar sua grande base de clientes corporativos para alavancar o cross-selling e aumentar a fidelidade com um modelo de hardware como serviço, de acordo com Domingos.

No caso da nova parceria, as empresas que contratarem um plano de dados corporativo com a telco terão desconto na aquisição ou locação de novos computadores Lenovo.

VENDAS NO MERCADO

Segundo a IDC, as vendas de computadores cresceram 6% no Brasil em 2020 e 37% em 2021. Os números finais de 2022 ainda não foram divulgados.

No terceiro trimestre de 2022, 2,18 milhões de computadores foram vendidos no Brasil, uma queda de 5% em relação ao ano anterior, informou a IDC. Desse total, 585.000 eram desktops (alta de 35%) e 1,6 milhão notebooks (queda de 14%). As vendas corporativas cresceram 12%, impulsionadas pelo setor público, enquanto as vendas no varejo caíram 17%.

Para este ano, a empresa de pesquisa projeta uma queda de 8,4% nas vendas de desktops e notebooks no Brasil, com o segmento corporativo apresentando uma queda menor do que o varejo.

“Os anos de 2021 e 2022 foram anos muito bons para o segmento corporativo. No segundo semestre de 2022 e no início de 2023, vimos o negócio de desktops recuperando o ritmo”, disse Leandro Lofrano, diretor de produtos da Lenovo Brasil, à BNamericas.

“As empresas deixaram os escritórios, as que usavam desktops começaram a usar notebooks. Depois, elas voltaram aos escritórios e tinham aquele desktop antigo para renovar e atualizar”, acrescentou Lofrano.

Segundo o executivo, as empresas que compraram computadores em 2020 durante a pandemia devem começar a substituir esses equipamentos ainda este ano.

Em suma, a Lenovo espera que as vendas corporativas continuem estáveis em relação a 2022, enquanto no varejo as vendas dependerão muito do desempenho da economia.

A Lenovo registrou vendas fortes no setor público no ano passado, pois as autoridades aceleraram as aquisições e licitações antes das eleições.

“Hoje ocupamos o segundo lugar no Brasil no segmento corporativo e no mercado como um todo”, apontou Lofrano. A líder do mercado é a Dell.

“Assumimos a liderança no terceiro trimestre do ano passado e depois voltamos para o segundo lugar. Mas queremos aumentar nossa participação e retomar a liderança”, afirmou.

 

Fonte: BNamericanas

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