Um dilema que ronda a cabeça de muitas empresas que utilizam mecanização em seu meio produtivo. Teríamos vários caminhos de reflexão, histórias de empresas, do negócio e referências do mundo — este último já mais consolidado, onde a locação, no caso da linha amarela, representa mais de 60% das máquinas em operação, uma ideia consolidada com foco em resultado.
Quando um usuário decide investir em máquinas por enxergar mais vantagens do que locar, na maioria dos casos a visão não foi explorada em sua totalidade. Geralmente, os motivos estão nas ofertas e facilidades de vários fabricantes. Porém, vai muito além de compreender cada produto e cada modelo: o foco deve estar na análise do compromisso operacional e financeiro para cada cenário, considerando curto, médio e longo prazo, os compromissos fixos e variáveis, alinhados a uma boa produtividade esperada e baixo risco.
Algumas decisões também são tomadas com a visão de possível ganho tributário. Porém, qual regime tributário escolher? Como tratar essa estrutura se a atividade principal do usuário não é locação? Cria-se uma locadora para suportar a necessidade? O fato é que a escolha do regime pode gerar um custo maior já na largada. Mesmo acertando o regime tributário, como serão tratados os lançamentos quando misturados à atividade principal? Isso pode mascarar custos e reduzir margens do negócio. Ao abrir uma locadora, por outro lado, é possível identificar os riscos, separar as operações e buscar os benefícios esperados.
No vídeo, falo sobre a pirâmide de riscos para os locadores, as particularidades que eles assumem, o foco necessário, as opções para cada projeto e, principalmente, como compartilhar melhores resultados. Concluo apresentando as variáveis necessárias para que a utilização mecanizada gere bons resultados.
Reconheço que o setor de locação cresceu e ganhou protagonismo. Com isso, vieram maior exigência, mais profissionalização e uma visão financeira equilibrada com a tradicional visão operacional. Máquinas são investimentos operacionais que precisam gerar resultado financeiro. Elas se depreciam com o tempo, diferentemente de outros bens, o que torna duvidoso tratá-las como patrimônio de longo prazo.
Em mais de 50 anos de estrada, atravessei vários ciclos em que clientes optaram por investir em frota própria e, na maioria das vezes, a conclusão foi aumento de riscos com baixa taxa de retorno. Muitos que antes tinham frota hoje não querem mais, enquanto outros que nunca tiveram desejam possuir.
Minha sugestão, que também deixo no vídeo, é simples: compare os custos operacionais com a locação e compare os custos de investimento com a locação. A resposta está na disponibilidade e na agilidade que os locadores entregam, com melhores resultados em praticamente todos os comparativos.
O mundo já entendeu. O Brasil caminha a passos firmes: menos risco, melhor resultado. Melhor usufruir sem possuir.
Um grande abraço a todos, em especial aos brasileiros que estão visitando a CONEXPO CON/AGG 2026, em Las Vegas!


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