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Quando os números contam a verdadeira história das locadoras

Gestão financeira surge como aliada estratégica para locadoras que querem crescer com segurança

O pátio está cheio. Equipamentos revisados, equipe treinada, contratos rodando, clientes entrando e saindo. Para quem vê de fora, o cenário é de prosperidade. Mas dentro de muitas locadoras brasileiras existe uma pergunta silenciosa que nem sempre encontra resposta rápida: afinal, a empresa está realmente lucrando?

No setor de locação de equipamentos, onde a rotina é marcada pela operação intensa, a gestão financeira costuma ficar em segundo plano. O empresário domina o equipamento, conhece o mercado, entende o comportamento do cliente e acompanha a concorrência. Mas quando o assunto é interpretar indicadores financeiros, projetar cenários e estruturar processos de controle, o desafio aparece.

É nesse espaço que entra o trabalho do gestor financeiro Sergio Pinheiro, novo associado da ALEC, que chega com a proposta de ajudar locadores a enxergarem seus negócios através dos números.

Com mais de 30 anos de atuação na área financeira e em controladoria corporativa, Sergio Pinheiro reúne experiência na análise e organização de processos financeiros empresariais, bagagem que hoje aplica em seu trabalho de consultoria voltado às pequenas e médias empresas.

Segundo ele, uma das situações mais comuns que encontra ao iniciar um diagnóstico financeiro é o empresário administrar a empresa observando apenas o saldo bancário.

“Esse é um dos maiores equívocos da gestão financeira. O saldo mostra o que existe naquele momento, mas não revela a real rentabilidade do negócio, nem indica se a empresa tem capacidade de crescer com segurança”, explica.

Um desafio que nasce na origem das empresas familiares

Grande parte das locadoras brasileiras surgiu como empresa familiar, com forte perfil técnico e operacional. Esse modelo é responsável por histórias de sucesso e crescimento do setor, mas também traz desafios estruturais, especialmente na área financeira.

Misturar despesas pessoais com as finanças da empresa, dificuldade em identificar custos reais da operação e ausência de indicadores gerenciais são situações frequentes e, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia.

A presidente da ALEC, Mônica Zambolini, observa que, embora a tecnologia tenha avançado e a maioria das locadoras utilize sistemas de gestão, ainda existe uma lacuna no aproveitamento dessas ferramentas.

“Muitos empresários possuem sistemas completos, mas utilizam apenas o básico. Os dados estão disponíveis, mas não são transformados em informação estratégica para tomada de decisão”, avalia.

Muito além da contabilidade tradicional

Um dos pontos que Sergio costuma reforçar é a diferença entre contabilidade e gestão financeira gerencial. Enquanto a contabilidade atende exigências fiscais e societárias, a gestão financeira permite acompanhar o desempenho real da empresa e orientar decisões estratégicas.

O trabalho da gestão financeira começa com um diagnóstico completo das finanças da locadora. A partir dessa análise, são organizados processos, estruturados controles e parametrizados sistemas para que a empresa passe a gerar relatórios gerenciais confiáveis.

A proposta, segundo o gestor, não é criar dependência, mas desenvolver autonomia.

“O objetivo é que o empresário e sua equipe consigam entender os números e utilizar essas informações para conduzir o negócio com segurança”, afirma.

Esse processo inclui, inclusive, treinamento de equipes internas. Em muitas locadoras, o financeiro é conduzido por familiares ou colaboradores administrativos que acumulam funções e nem sempre possuem formação na área.

Impacto direto na formação de preços e na rentabilidade

Entre os ganhos mais relevantes apontados pelas empresas que passam por um processo de estruturação financeira está a melhoria na formação de preços.

No setor rental, ainda é comum que valores sejam definidos com base na concorrência ou na percepção de mercado. Sem uma análise detalhada dos custos operacionais, esse modelo pode comprometer a margem de lucro e a sustentabilidade da empresa.

Ao estruturar indicadores como fluxo de caixa, DRE gerencial e análise de rentabilidade, o empresário passa a enxergar com mais clareza onde estão os custos, os desperdícios e as oportunidades de melhoria.

O resultado é uma tomada de decisão mais segura e alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

Organização financeira também abre portas para crédito

Outro impacto direto da profissionalização financeira está no relacionamento com instituições financeiras. Empresas que apresentam indicadores claros e demonstrativos estruturados transmitem maior segurança ao mercado, o que pode facilitar o acesso a crédito e melhorar as condições de financiamento.

“Quando a empresa consegue demonstrar sua capacidade real de geração de caixa, ela passa a negociar em outro nível”, destaca Sergio.

Preparação para um novo cenário tributário

Essa gestão financeira também surge em um momento de transformação no ambiente econômico brasileiro. A reforma tributária deverá exigir das empresas maior compreensão sobre estrutura de custos, créditos tributários e impactos nos regimes fiscais.

Nesse cenário, entender os próprios números passa a ser uma ferramenta estratégica, não apenas operacional.

“A reforma vai exigir planejamento e análise. Empresas que conhecem seus indicadores terão muito mais segurança para se adaptar às mudanças”, afirma o gestor.

Um trabalho sob medida para cada locadora

A metodologia desenvolvida por Sergio prevê um processo inicial de aproximadamente quatro meses, período em que é realizado o diagnóstico, a reestruturação dos processos financeiros e a adaptação dos sistemas utilizados pela empresa.

Após essa fase, o empresário pode optar por manter o acompanhamento estratégico ou conduzir a gestão internamente com o suporte do treinamento realizado.

O atendimento pode ser feito de forma remota, permitindo alcançar locadoras em diferentes regiões do país, com possibilidade de visitas presenciais conforme a necessidade.

Uma parceria alinhada ao fortalecimento do setor

A chegada de Sergio Pinheiro ao quadro de associados da ALEC reforça o compromisso da entidade em oferecer soluções que contribuam para a profissionalização e o crescimento sustentável das locadoras brasileiras.

Para o gestor, integrar o ecossistema da Associação representa a oportunidade de atuar diretamente no desenvolvimento de um setor que vem se tornando cada vez mais estratégico para a construção civil e para a economia nacional.

“Meu propósito é ajudar empresários a enxergarem seus negócios com clareza financeira e transformarem informação em decisão. Empresas que dominam seus números conseguem crescer com mais segurança e consistência”, conclui.

5 sinais de alerta na gestão financeira da sua locadora

✔ Você toma decisões olhando apenas o saldo bancário
✔ Mistura finanças pessoais com as da empresa
✔ Não conhece o custo real dos equipamentos
✔ Analisa resultados apenas no balanço anual
✔ Tem dificuldade para conseguir crédito ou negociar juros

O que a consultoria entrega na prática

✔ Diagnóstico da saúde financeira da locadora
✔ Organização dos controles e processos financeiros
✔ Relatórios gerenciais para decisões estratégicas
✔ Apoio na formação de preços e análise de rentabilidade
✔ Melhor uso dos sistemas de gestão
✔ Treinamento da equipe financeira
✔ Orientação para acesso a crédito e planejamento tributário

 

Fonte: https://alec.org.br/noticias/

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