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Mills (MILS3): BTG (BPAC11) mantém compra após reunião com administração

O banco BTG Pactual (BPAC11) mantém compra para Mills (MILS3), como preço-alvo de R$ 18, após uma reunião com a administração da empresa, representada por Sergio Kariya (CEO), Caroline Pepe (CFO) e Camila Conrado (RI), para discutir as principais tendências pós-3TRI22.

Segundo relatório do banco, os principais destaques foram a demanda que continua forte apesar do cenário macro volátil, e a Mills espera receber aproximadamente 800 novas máquinas adicionais até o final deste ano.

Além disso, a empresa tem conseguido repassar o aumento dos custos das matérias-primas e da inflação, cobrando preços mais altos de aluguel de máquinas novas; e o crescimento inorgânico continua sendo um pilar fundamental da tese de investimento da Mills.

“No geral, a reunião abordou os principais tópicos de curto prazo, com comentários da administração sobre as tendências de demanda, alocação de capital e evolução da alavancagem. Continuamos Compradores de Mills, uma empresa que vemos combinando alto CAGR de EBITDA e LPA entre 22-25 de 32% e 27%, respectivamente”, destacou o relatório.

O banco informou ainda que outro destaque é o retorno sólido (ROIC estimado de 22% em 2022 e 20% em 2023) e um valuation relativamente atraente na indústria de locação pesada no Brasil (5,1x EV/EBITDA em 2023 vs. média local de 7,6x).

Mills (MILS3): capex para aquisições está focado em crescimento e renovação da frota

De acordo com o relatório, até o 3TRI22, a companhia já recebeu perto de 560 equipamentos (plataformas elevatórias e linha amarela) e espera receber cerca de 800 equipamentos até o final do ano.

O capex para compra de plataformas elevatórias está focado no crescimento e renovação de parte da frota. Para a linha amarela, dos R$ 225 milhões de capex orgânico anunciados em 22 de julho, eles esperam receber 50% das máquinas até o final deste ano, com o restante a ser recebido no início do próximo ano. Mesmo com as novas máquinas, as plataformas elevatórias estão operando com uma taxa de utilização (perto de 68%) e taxa de aluguel (aproximadamente 4%) mais altas.

Com relação à demanda, a empresa vê sólidas perspectivas de demanda apesar do ambiente macro volátil, refletindo o crescimento da atividade de aluguel de equipamentos no Brasil. A empresa destacou que o cenário macro atual realmente incentiva a terceirização de frota, especialmente para a indústria de linha amarela.

“Para o segmento de linha amarela, a Mills já mapeou aproximadamente R$ 1 bilhão em oportunidades futuras, mas a administração reforçou que adotará uma postura conservadora no segmento, focando no aluguel de máquinas que rendem TIRs de pelo menos 18%”, relata o documento do BTG.

Aquisição da Ahern Rentals

Sobre a transação da United Rentals/Ahern, anunciada na semana passada, mostra as grandes oportunidades de consolidação no mercado de aluguel de equipamentos pesados. Dada a exposição significativa de Ahern a plataformas aéreas, a administração comentou que o acordo traz uma leitura interessante para a Mills, ressaltando o grande espaço para expansão de múltiplos.

Com relação às fusões e aquisições, refletindo o grande espaço para consolidação no setor de locação de equipamentos pesados, a Mills reforçou que as movimentações inorgânicas continuarão sendo um pilar fundamental de sua tese de investimento, conforme relata o documento. Seu pipeline de novos negócios continua forte, e a Mills avalia que o atual ambiente macro volátil favorece movimentos inorgânicos em detrimento dos orgânicos.

Perspectivas

Em negócios de formas e escoramento, a divisão apresentou resultados melhores no 3TRI22 e as perspectivas para os próximos trimestres são consideradas animadoras pelo BTG, dado o cenário favorável para o mercado de infraestrutura.

A Mills possui perto de 51 mil toneladas de volume no segmento, das quais apenas metade está alugada atualmente.

“Olhando para os próximos trimestres, a administração espera que este segmento continue a se beneficiar de melhores condições de preços e taxas de utilização mais altas, levando à expansão da margem no curto prazo. Igualmente importante, este segmento possui grandes sinergias de cross sell com o negócio de linha amarela, já que os clientes são semelhantes”, apontou outro trecho do relatório.

Por fim, a empresa reforçou sua alocação disciplinada de capital, comentando que sua posição de alavancagem não deve ultrapassar 1,5-2,0x no próximo ano, apesar das sólidas oportunidades de crescimento à frente (tanto orgânico quanto inorgânico).

“Embora o setor de linha amarela seja intensivo em capital, a empresa deve continuar gerando caixa, ajudando a manter sua confortável posição de alavancagem”, completa o relatório.

Fonte: Eu quero Investir

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