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HaaS, tendência que aponta para um novo modelo de TI

“Software é mais importante que hardware”, já disse Bill Gates, ao que Steve Jobs recitou anos depois: “Pessoas que realmente levam software a sério devem fazer seu próprio hardware”. Quem estava certo? Bom, se 2 gênios reescrevem a história da tecnologia enquanto polarizam numa batalha épica, talvez a resposta real não seja assim tão importante. Sentindo os efeitos na própria pele ou ao seu redor, para gestores mais concentrados nos negócios, a tendência de mercado aponta para o HaaS – Hardware as a Service como uma solução mais adequada, que inibe custos pesados de aquisição de hardware, implementações complexas, suporte e gerenciamento do ciclo de vida das máquinas, que exige principalmente tempo das equipes que deveriam estar focadas em projetos de negócios, sempre de olho no cliente.

Tampouco me parece falta de ação para direcionamento no caminho do HaaS: os orçamentos de TI não param de crescer, ano-a-ano (figura 1). A explicação que resta então é falta de conhecimento: muitos sabem da necessidade, estão dispostos a investir, mas não sabem como (curiosamente, a maior parte dos gastos de TI nas empresas está em “Outros” – figura 2).

Empresas com uma infraestrutura de TI considerada ideal são sólidas e estão preparadas para atender as demandas do mercado, bem como para acompanhar as tendências. Por isso, é fundamental concentrar os esforços no core business do negócio e direcionar a infraestrutura para especialistas, que contam com soluções, tecnologia e um time altamente capacitado para de fato colocar a mão na graxa, se preciso, a qualquer hora e lugar. Não combina com os tempos atuais o antigo modelo de TI, que obriga os gestores a desviar a sua atenção de projetos de clientes para problemas e demandas internas.

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Figura 1
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Figura 2

A evolução da internet tem contribuído para o surgimento de novos modelos de negócios, que se adequam de forma crescente às novas práticas econômicas, além de situações que fogem do tradicional, como a pandemia da Covid-19, que da noite para o dia deslocou milhares de trabalhadores da empresa para o ambiente home office. As empresas, pressionadas pela queda na economia, encontraram no HaaS – Hardware as a Service, um modelo que permitiu a contratação rápida de recursos físicos de hardware sob o modelo de contratação de serviços para manter a continuidade dos negócios, de forma simples, flexível e sem a necessidade de aquisição ou mobilização de ativos.

O Hardware as a Service (HaaS), é um modelo de negócio que surge como uma tendência promissora, afinal, dispensam os grandes departamentos de TI, normalmente dedicados ao suporte interno de hardware e atualizações de software, para concentração absoluta em projetos de negócios.

Contar com uma equipe dedicada ao desenvolvimento e produção de negócios que geram lucro para a empresa, na ponta do lápis representa um ganho exponencial. O Haas entrega essa realidade, pois permite às organizações acesso aos recursos tecnológicos de equipamentos por meio da locação atrelada a um amplo portfólio de serviços que abrange suporte, manutenção, monitoramento, backup e armazenamento em nuvem e atualização de softwares contribuindo para um setor de TI mais estratégico. O pagamento da locação é feito por meio de mensalidades, sem a necessidade de arcar com valores adicionais e funciona como um facilitador para que as organizações possam contar com tecnologias mais modernas para suas atividades internas, nos mais diferentes níveis. A contratação é através de um contrato com pagamentos mensais tornando-se despesa operacional (OPEX).

Para negócios que precisam de um aumento pontual de recursos internamente, o modelo de negócios HaaS resolve a questão de forma simples e ágil, sem a necessidade também de contratação de instaladores ou de colaboradores para realizar a prospecção de compra. Já para negócios em expansão, é possível planejar e programar o crescimento com aquisição de equipamentos de acordo com a demanda do negócio.

Outro ponto relacionado é a escalabilidade, que diz respeito à modernização do inventário de TI, por exemplo, assim as empresas não sofrem com a obsolescência, já que podem contar com substituições para as tecnologias mais recentes.

Na prática

O HaaS é diferente do modelo de locação de equipamentos, pois está atrelado a serviços como manutenção, suporte e descarte ecológico, além de permitir que o cliente concentre seus esforços no core business do negócio e dispense investimentos de alto volume financeiro na compra de ativos, que podem se tornar obsoletos no futuro, sem contar que o parceiro literalmente é quem vai colocar a mão na graxa, em contratos previstos de acordo com SLA, a qualquer tempo, hora e lugar.

Cristiano Herbert,  CEO da Office Total.

Fonte: TIinside

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