Veículos & Mobilidade

A nova disputa da mobilidade no Brasil

O próximo grande concorrente das locadoras pode estar dentro da própria montadora.

Localiza, Movida e Unidas continuam sendo gigantes da locação e gestão de frotas no Brasil. E os números mostram a força desse mercado.

Mas existe uma mudança estrutural acontecendo, e na minha visão ela merece muita atenção.

Em 2025 o setor de locação movimentou R$ 61,7 bilhões, terminou o ano com 1,72 milhão de automóveis e comerciais leves na frota e investiu R$ 79,3 bilhões na compra de veículos.

As locadoras responderam por 24,6% dos automóveis e comerciais leves emplacados no Brasil, aproximadamente 1 em cada 4 carros novos passa pelo ecossistema das locadoras.

E é exatamente aí que as montadoras começaram a perceber uma oportunidade gigantesca.

A lógica tradicional das montadoras era:
Montadora → concessionária → clientes

A nova lógica começa a ser:
Montadora → financiamento → assinatura/locação → gestão → manutenção → telemetria → desmobilização → seminovo.

O carro deixa de ser apenas um produto vendido, passando a ser um ativo gerador de receita recorrente durante todo o seu ciclo de vida, no modelo Fleet/GTF.

A Stellantis já criou sua própria operação de locação B2B.
A Toyota avançou com a KINTO, que já ultrapassou 17 mil contratos assinados no Brasil.
A Volkswagen Financial Services avançou em gestão de frotas e locação B2B, chegando a uma estrutura de aproximadamente 130 mil veículos com a combinação com a LM Frotas.
Ainda tem GM Fleet, Ford Go Frotas.

Portanto não acredito que as montadoras simplesmente irão “substituir” as locadoras, acredito em algo mais interessante: a indústria da mobilidade está mudando de mãos e de modelo de negócio.

A competição do futuro não será apenas por quem possui a maior frota, e sim por quem conseguir:

• comprar melhor
• financiar melhor
• utilizar melhor
• precificar melhor
• reduzir manutenção
• controlar sinistros
• usar melhor os dados
• aumentar a utilização da frota
• controlar o valor residual
• vender melhor o seminovo
• e, principalmente, manter o cliente dentro do ecossistema por mais tempo.

Estamos saindo do conceito de Rent a Car para uma economia cada vez mais orientada a Mobility as a Service.

E ai vamos a pergunta?
Quem será o verdadeiro dono do relacionamento com o cliente daqui a 5 ou 10 anos: a montadora, a locadora, a financeira ou a plataforma de mobilidade?

Talvez o vencedor seja quem conseguir integrar todas. E eh justamente aí que vejo uma das maiores transformações do setor automotivo brasileiro.

 

Fonte: Linkedin Alex Macedo

0 comentário em “A nova disputa da mobilidade no Brasil”

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre INFO RENTAL - Portal de Notícias do Mundo Rental

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo