Empresa adapta frota, áreas de circulação e estrutura operacional ao perfil de mobilidade de cada município; serviço já registra mais de 10 milhões de viagens no Brasil.
A expansão dos patinetes elétricos compartilhados no Brasil está sendo conduzida de acordo com as particularidades de cada cidade. Para ampliar sua presença no país, a Whoosh analisa fatores como geografia, infraestrutura urbana, circulação de pessoas, hábitos de deslocamento e integração com outros meios de transporte.
Antes de iniciar a operação em um novo município, a empresa mapeia regiões residenciais, polos comerciais, pontos turísticos, estações de transporte público e locais com maior potencial de utilização. O planejamento também é realizado em conjunto com as autoridades municipais, que participam da definição das áreas de circulação, limites de velocidade e regras operacionais.
A Whoosh chegou ao Brasil em 2023, iniciando suas atividades em Florianópolis com uma frota de aproximadamente 1.300 patinetes. Atualmente, a companhia informa operar cerca de 10 mil equipamentos distribuídos por cinco capitais brasileiras.
Desde o início das operações no país, mais de 10 milhões de viagens já teriam sido realizadas por meio da plataforma.
Segundo Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh, não existe um modelo único que possa ser aplicado em todas as cidades. O comportamento dos usuários, as condições das vias e os principais fluxos de deslocamento mudam de acordo com cada região.
Essa análise influencia diretamente o tamanho da frota, a distribuição dos equipamentos, a ampliação das áreas atendidas e o reforço das equipes responsáveis pela operação.
Patinetes ganham espaço nos deslocamentos diários
O perfil de utilização das patinetes elétricas também vem passando por uma transformação. Inicialmente associadas principalmente ao turismo e ao lazer, elas passaram a ser utilizadas com maior frequência em deslocamentos cotidianos.
De acordo com a empresa, os horários de maior utilização coincidem com os períodos de pico do transporte urbano. As viagens possuem, em média, cerca de dois quilômetros e duração aproximada de 12 minutos.
Os trajetos são realizados principalmente em regiões com concentração de escritórios, estabelecimentos comerciais e conexões com outros meios de transporte. Nesse contexto, as patinetes funcionam como uma alternativa para percursos curtos e para o chamado primeiro ou último trecho da viagem.
O comportamento dos usuários também varia conforme a cidade.
Em São Paulo, a maior demanda ocorre durante os dias úteis, impulsionada pelos deslocamentos relacionados ao trabalho. No Rio de Janeiro, o volume de viagens permanece elevado durante os finais de semana. Já em Florianópolis, a operação registra crescimento mais expressivo na temporada de verão.
Essas diferenças fazem com que a empresa ajuste constantemente a distribuição da frota e a estrutura de atendimento.
Tecnologia orienta a operação e a expansão
Para acompanhar a utilização dos equipamentos, a Whoosh mantém equipes próprias responsáveis pela manutenção, recarga de baterias, monitoramento e redistribuição dos patinetes.
A operação funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, acompanhando a disponibilidade dos equipamentos e os pontos com maior concentração de usuários.
Os patinetes utilizam uma tecnologia proprietária baseada em Internet das Coisas, conhecida como IoT. O sistema permite monitorar os equipamentos em tempo real, controlar a velocidade e realizar ajustes automáticos conforme as áreas de circulação estabelecidas com os órgãos públicos.
Em determinadas regiões, por exemplo, a velocidade pode ser reduzida automaticamente. Também é possível delimitar locais em que o estacionamento ou a circulação dos equipamentos não são permitidos.
Além da tecnologia embarcada, a empresa utiliza indicadores como quantidade de viagens, horários de pico, duração dos trajetos e regiões mais movimentadas. Os dados ajudam a definir onde a cobertura deve ser ampliada e quando a frota precisa ser reforçada.
Micromobilidade integrada às cidades
A Whoosh é uma empresa internacional de tecnologia especializada em soluções de micromobilidade por meio de patinetes elétricas compartilhadas.
Além da operação dos equipamentos, a companhia desenvolveu uma escola de condução voltada à orientação e à segurança dos usuários. Os dados gerados pela plataforma também podem ser utilizados para apoiar discussões sobre planejamento urbano e integração entre diferentes meios de transporte.
Com a consolidação dos patinetes como alternativa para trajetos curtos, a estratégia da empresa é continuar expandindo sua atuação de maneira adaptada às características e às necessidades de cada município brasileiro.

