De olho no mercado global, Higer Bus anuncia unidade em Piracicaba (SP) com foco em nacionalização. Unidade deve gerar cerca de 40 empregos diretos.
A fabricante chinesa de ônibus e veículos pesados elétricos, Higer Bus, anunciou a implantação de um centro técnico da montadora em Piracicaba (SP). A unidade deverá começar a funcionar em setembro de 2026, segundo informou a empresa ao g1 nesta segunda-feira (27). A montadora é uma das mais importantes exportadoras do seguimento no país asiático.
A unidade em Piracicaba (SP), que deverá gerar cerca de 40 empregos diretos na cidade, vai funcionar como desenvolvimento e nacionalização de ônibus elétricos.
Hub logístico: ainda conforme a fabricante, o centro técnico em Piracicaba com oito mil metros quadrados será dedicado à nacionalização de componentes, além da capacitação técnica especializada. A unidade também vai operar como armazém central de peças. “Que funcionará como hub logístico de reposição”, especificou a empresa.
Nacionalização
O centro técnico em Piracicaba deverá atuar no setor de engenharia, testes e adequações técnicas dos veículos.

“A decisão reflete a relevância estratégica do Brasil no cenário global de mobilidade e tem como objetivo elevar os padrões de governança, garantindo maior controle de qualidade, eficiência operacional e proximidade no relacionamento com clientes, parceiros e futuros concessionários. A iniciativa também marca um avanço no compromisso da companhia com a tropicalização de seu portfólio, adaptando tecnologias globais às necessidades específicas do mercado brasileiro”, completou em anúncio nas redes sociais oficial da fabricante.
Sede comercial em São Paulo
O cronograma de implementação e infraestrutura no Brasil ainda prevê a inauguração da sede comercial em São Paulo (SP) em maio de 2026. A unidade atuará como base das operações no Brasil e centro de coordenação para a América Latina.
China
Shenzhen, na China, foi a primeira cidade do mundo a ter 100% da frota elétrica. A transição levou anos, contou com planejamento integrado e forte subsídio governamental.
Na América do Sul, Santiago, capital do Chile, e Bogotá, na Colômbia, são referências na frota elétrica. As duas adotaram o modelo de arrendamento de frota, o que reduziu o risco financeiro para as operadoras e acelerou a substituição dos veículos.
E no Brasil?
O país ainda está bem distante desse cenário. Mesmo com iniciativas pelo Brasil, apenas cerca de 0,3% da frota nacional é elétrica, conforme o BNDES. São Paulo tem a maior frota elétrica do país. Segundo a SPTrans, há 961 ônibus elétricos em circulação, o equivalente a cerca de 6% da frota.
Ainda que pequena, a frota elétrica da capital paulista evita a emissão de cerca de 84 mil toneladas de CO₂ por ano.