O projeto de uso de câmeras corporais em fardas de policiais militares e civis do Rio Grande do Sul avançou, nesta terça, com a realização do pregão eletrônico para a escolha da empresa contratada para o serviço de locação de 1,1 mil equipamentos portáteis. Quatro licitantes participaram do certame.
A Tronnix Soluções de Segurança Ltda, fundada no ano de 1994, em Goiás, apresentou a proposta de menor valor: R$ 625.999,00. O preço de referência era de R$ 1.013.705,00. A proposta técnica vai ser agora ser avaliada pelos órgãos estaduais de segurança pública, com o objetivo de verificar se o produto oferecido pela empresa contempla e atenda o pedido no edital.
Em entrevista à reportagem do Correio do Povo, o diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar, coronel Alex Severo, confirmou que, caso a empresa seja efetivamente contratada, os primeiros equipamentos serão empregados em agosto deste ano. O contrato inicial com a empresa vencedora vai ser de até cinco anos.
Ele lembrou que mil câmeras corporais serão destinadas aos batalhões da Brigada Militar em Porto Alegre. Outras 100 ficarão com a Polícia Civil, que já estabeleceu como prioridade o uso pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O equipamento permite o rastreamento, gravação contínua e até transmissão em tempo real, além de não poder ser desligado pelo policial.
O coronel Alex Severo explicou também que cada corporação vai armazenar, de forma separada, as imagens e informações, que serão preservadas e mantidas em segurança e sigilo, pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) com acesso somente por senha. O diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar disse que, no caso da instituição, o projeto é de que cinco mil PMs ganhem câmeras corporais no longo prazo.
Se a empresa vencedora for desclassificada, a interessada que apresentou o segundo menor valor vai ter a proposta avaliada da mesma maneira. Caso exista um vencedor após aprovação em todas as etapas, o resultado da licitação é homologado, o que autoriza o órgão demandante a contratar a empresa e iniciar a implantação.
A empresa contratada deve fornecer e fazer a manutenção, em regime de comodato, de 1,1 mil equipamentos, além de ser responsável por captar, transmitir, armazenar e compartilhar as imagens.
Fonte: Guaiba

