Apesar do aluguel ser mais barato a curto prazo, essa modalidade não apresenta nenhuma oportunidade de retorno financeiro ao motorista (Imagem: Shutterstock/89stocker)“Com o aluguel ou assinatura de veículos você deixa de se preocupar com uma série de gastos, como as manutenções, troca de peças, IPVA e seguros, por exemplo”, indicou. “Entretanto, ao assumir um compromisso mensal pelos próximos 12, 24 ou 36 meses, você também precisa saber que existem certas limitações pra esse formato de serviço”.Jorge ressalta que muitas locadoras, apesar de oferecerem serviços de assinatura a longo prazo, impõem limites de quilometragem para seus motoristas. Esse tipo de cláusula pode ter um peso e tanto para os clientes que desejam utilizar os veículos em longas viagens ou muitas vezes durante o dia.
Ao mesmo tempo, o acadêmico explica que a compra pode ser uma opção mais adequada para aqueles que querem obter algum retorno financeiro no futuro.
“Com a compra eu tenho um gasto maior no investimento inicial, mas um retorno proporcional no momento de venda daquele veículo”.
Martins também ressalta que existe uma certa “ilusão” dos usuários ao compararem os custos finais do aluguel e da compra de um carro.
“Muita gente acha que pela soma total das mensalidades do aluguel ser menor que o valor do veículo em si, existe alguma vantagem financeira. Mas, na verdade, o que acontece é um repasse proporcional dos custos daquele veículo da locadora para o cliente final.”
Quando questionado sobre o impacto de outras variáveis, como o preço da gasolina, por exemplo, Martins ressalta que os custos com combustíveis estarão presentes em qualquer modalidade de aquisição, tanto o aluguel quanto a compra.
“Sendo o carro alugado ou comprado, ele terá que ser abastecido de qualquer maneira. Então, apesar de o preço da gasolina ser uma variável relevante, ela está muito mais relacionada com o poder de compra do próprio usuário do que com o desejo dos motoristas de terem um automóvel”.
Sendo assim, apesar da simples pergunta, a resposta é mais complexa do que se pode imaginar.
“Tudo depende do que que você precisa no momento. Comodidade ou um retorno financeiro? Você vai fazer o uso diário desse veículo ou apenas pra viagens pontuais? Tudo tem que ser levado em consideração”, finalizou Antônio Jorge.
Fonte: Money Times