O Citi cortou sua recomendação para as ações da Movida de neutra para venda e elevou seu preço-alvo de R$ 7,25 para R$ 8, abaixo do fechamento de ontem (29) na B3 em R$ 11,04, após os resultados considerados fracos do primeiro trimestre e menores expectativas de crescimento para manter a saúde do balanço e evitar a queima de caixa.
O banco também elevou seu preço-alvo para as ações da Localiza, de R$ 42 para R$ 51, abaixo do fechamento de ontem de R$ 64,23, e manteve sua recomendação de venda, com o segmento de seminovos parecendo vulnerável a riscos, enquanto os preços de compra de carros não ajudam o retorno sobre o capital investido (ROIC) de médio prazo.
Os analistas Stephen Trent, Felipe Nielsen e Japeshwar Singh escrevem que o recente avanço nas ações de Movida e Localiza parece refletir mais as taxas de juros do que os fundamentos das empresas, em meio a incertezas operacionais. “A desconexão entre os fundamentos e o desempenho do preço das ações agora parece muito significativa”, dizem.
Segundo eles, mesmo que a utilização da frota da Movida melhore, a redução da frota parece provável este ano, enquanto o uso de uma frota menos premium pode pressionar as tarifas de aluguel de carros.
Os analistas dizem que taxas de juros mais baixas e um corte de impostos sobre carros novos poderia ajudar na visibilidade do lucro por ação, mas a decisão da Movida de retirar suas projeções de lucro e frota de veículos reforça preocupações sobre a volatilidade dos resultados.
Com relação à Localiza, embora a eficiência e os controles de custos do primeiro trimestre de 2023 tenham apresentado melhora, a frota mais antiga da empresa deve pesar nos retornos, mas os analistas dizem dar à empresa o benefício da dúvida sobre taxas de juros mais baixas e maior diluição de custos fixos.

