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Após bater breakeven, Vammo acelera e já mira nova rodada

Startup de mobilidade com motos elétricas dobrou o ARR para R$ 150M, e nova rodada deve chegar cerca de um ano após levantar US$ 45M

Fazer hardware dar lucro enquanto se cresce rápido é um dos maiores desafios de qualquer startup intensiva em ativos. A Vammo, cuja tese gira em torno de um ecossistema de mobilidade por assinatura para motoboys, baseado em motos elétricas e pontos de recarga, está mostrando que dá, e se prepara para um novo passo nessa expansão, após atingir o breakeven.

Além de equilibrar as contas, a empresa fundada por Jack Sarvary (ex-Rappi) e Billy Blaustein (ex-Tesla) dobrou seu faturamento recorrente anual (ARR) em quatro meses, para mais de R$ 150 milhões. E, para o próximo sprint de crescimento, a startup já planeja uma nova captação até o fim deste ano.

Caso seja fechada, a rodada chegará pouco mais de um ano após os US$ 45 milhões que a empresa levantou com o Ecosystem Integrity Fund, do Vale do Silício, a Monashees e a 2150, os mesmos fundos que já haviam liderado a Série A de US$ 30 milhões, em 2023.

“A gente captou essa Série B em setembro, no ano passado. A gente imediatamente começou a pedir mais motos”, conta o CEO Jack Sarvary em conversa exclusiva com o Startups. “Desde março, a gente vem crescendo fortemente e já dobramos de tamanho”, diz. Foi essa escala, segundo ele, a “razão principal” pela qual a companhia alcançou a rentabilidade operacional.

O detalhe que resume o momento da Vammo é que o gargalo não é achar cliente — é ter moto. A necessidade de capital para a frota fez inclusive a empresa levantar, além dos aportes em equity, mais R$ 75 milhões em dívida com a EXT Capital este ano, recursos que, segundo o CEO, bancam a maior parte da compra de motos, enquanto o equity fica reservado a pesquisa e desenvolvimento e à estrutura da empresa.

“A gente está encontrando muito mais demanda do que temos motos. Estamos contraídos pela oferta”, afirma o fundador. A conta é simples de entender: são cerca de 500 mil motoboys em São Paulo, e a Vammo oferece um produto que, segundo Jack, sai 30% mais barato do que as alternativas atuais. Com isso, cada moto disponível encontra dono quase na hora — a taxa de ocupação da frota é de 97%.

Não há sequer lista de espera, e por decisão estratégica. “A maioria dos motoboys quer a moto já. Se eu falo que tem uma moto para ele daqui a um mês, não resolve o problema dele. Por isso, não gastamos tempo e energia construindo lista de espera”, explica.

Hoje, a Vammo tem cerca de 9 mil veículos na frota e mira 15 mil até o fim do ano, com praticamente todo o caixa gerado sendo reinvestido em mais motos e em P&D. A cobertura, por enquanto, é a Grande São Paulo, com 26 municípios atendidos.

Fonte: https://startups.com.br/negocios/mobilidade/apos-bater-breakeven-vammo-acelera-e-ja-mira-nova-rodada/

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