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Empresa do setor de usinagem fortalece braço de inovação social e sustentável

Nascia há 20 anos, uma importadora e distribuidora de ferramentas para usinagem, serviço estratégico para a indústria metal-mecânica, e que se tornou, após duas décadas, uma holding de empresas que expandiu o mercado de atuação e conta com um braço de inovação para desenvolver projetos de engenharia avançada, mobilidade e impacto social.

O Grupo Alltech completou em maio duas décadas de atuação apostando na diversificação de produtos e serviços e investimentos em novas tecnologias.

Na área industrial, atua com na comercialização de produtos e serviços para usinagem e injeção plástica, com aluguel de máquinas, venda de ferramentas e equipamentos para pré-usinagem, além de peças e periféricos, e consultoria para implantação de projetos.

Hoje, a holding tem unidades em dois dos mais importantes polos da indústria metal-mecânica do país: Caxias do Sul (RS) e Joinville (SC).

Com uma equipe de mais de 120 funcionários e crescimento médio de 30% no faturamento nos últimos anos, o empresa chega aos 20 anos como uma das empresas selecionadas pelo Scale-up Endeavor, programa de aceleração para empresas de alto rendimento.

“Nosso modelo de expansão se pautou pela identificação de oportunidades e a criação de unidades independentes, com foco em serviços especializados e desenvolvimento de novas soluções”, explica Jean Cardoso, CEO do Grupo Alltech.

No início, a empresa focou no setor de usinagem, mas em poucos surgiram oportunidades na área de injeção plástica.

Em 2009, abriu a primeira unidade em Santa Catarina, na cidade de Garuva, próxima ao Porto de Itapoá. E em 2017, com a expansão dos negócios, se instalou definitivamente em Joinville.

A partir daí, passou também a buscar novos modelos de negócio, como resposta às inovações no setor industrial.

Um dos passos foi oferecer o aluguel de máquinas como serviço recorrente, por meio da Rentall, no ano passsado.

Neste ano, a Alltech criou também um departamento de robótica e realidade virtual para oferecer suporte necessário na montagem de células robotizadas, automação industrial e simulações em 3D de espaços completos e já equipados.

Junto com o movimento de inovação nos modelos de negócio e propostas voltadas para ESG (Environmental, social and corporate governance) o grupo criou a AllTech Lab, braço de inovação que investiu em empresas e tecnologias nas áreas de manufatura avançada, mobilidade urbana, energias sustentáveis e impacto social.

Uma destas startups é a NCam, que atua nos segmentos de estamparia e ferramentaria (confecção de ferramentas e equipamentos para cortes, dobras e moldagens).

Com o uso de um software CAD-CAM alemão, da marca TEBIS, no qual a peça é desenhada digitalmente, fornece diagnóstico e identificação de gargalos nos processos de fabricação.

“É um caminho para a indústria 4.0, uma necessidade para o setor no país”, ressalta Daniel Fraga, CEO da Ncam, que hoje conta com 22 colaboradores e espera faturar R$ 10 milhões neste ano.

Outro exemplo é a AllMobility/GoMoov, pioneira no desenvolvimento de uma plataforma de mobilidade como serviço (MaaS) e leva às cidades veículos elétricos (e-bikes, patinetes e mini scooters) como opção de deslocamento e conexão com o transporte urbano.

“É um modelo de franquia, escalável, com foco nas demandas de operadores de sistemas de transporte, empresas e o próprio poder público”, ressalta Jean Cardoso.

O modelo já está em funcionamento em Joinville e deve chegar a outras cidades do Sul e Sudeste ainda neste ano, a expectativa é atender centenas de municípios em até cinco anos.

As baterias de lítio que equipam os veículos são fornecidas pela EletroDC, mais uma startup do portfólio da aceleradora, dedicada a atender a crescente demanda por equipamentos elétricos que funcionem com “corrente contínua”, fortalecendo o mercado de energia limpa.

Na área de impacto social e setor 2.5, a Semearhis é especializada na inclusão assertiva de pessoas com deficiência. Por meio de pesquisas e estudos, a startup criou uma metodologia e uma plataforma para conectar o mercado empregador e profissionais PCD.

“Todas essas frentes de desenvolvimento se conectam pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. A indústria do futuro não demanda apenas tecnologias e processos inovadores, mas uma visão ampla de oportunidades e incentivo a novos empreendedores e negócios sustentáveis”, resume o empresário.

Fonte: Economia SC

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